domingo, 1 de maio de 2011

...carregado.
Engato a 1ª marcha, força  no conjunto motor/caixa/diferencial.
Vem a comparação...
A força que se faz a cada momento, para arrastar os planos, as vontades, os desejos.
Segunda marcha, a velocidade aumenta.
É fato, existem coisas dentro da minha mente, que teimam em avançar, sem desistir...
Terceira, vem a velocidade.
Velocidade das lembranças, que surgem como um pé de vento...
Quarta, e o peso deu lugar ao embalo.
Assim como a mente, que no embalo da saudade, viaja rápida...
Quinta, sexta, troca de caixa, sétima e oitava...
Agora estou perto de 80KM...
Estaria mais rápido, se o destino fosse outro.
Nona, décima e 11ª...
A mancha preta do asfalto se mistura com a cor dos meus pensamentos...
Décima segunda, 13ª, 14ª, 15ª...
O motor ronca sereno, as engrenagens estão satisfeitas, pois foram acionadas em tempo certo, sem perdas nem excessos.
Faróis ligados, cérebro a 100%, criando hipóteses, preocupado com as reações alheias, imaginando se aquele carro na direção contrária manterá o rumo, se aquele onibus que me segue, tentará ultrapassar, se estou na posição correta...
Paralelo à isso, imaginando quando, como e de que maneira, tu surgirá novamente na minha estrada, no meu caminho, na minha frente...
Com aquela vontade de ser atropelada por toda essa vontade que tenho de percorrer novamente essa estrada que sabe-se lá onde vai terminar...
Décima sexta marcha... 
Enchi o motor, e agora é só manter o rumo do trem.
Vem a realidade, não existem mais marchas para subir...
Hora das reduzidas, dos retrocessos.
Momento de perceber que parar também é necessário...
As vezes suavemente, outras de forma brusca, abrupta.
O importante é parar.
Mas...
As marchas estão alí.
Os sonhos aqui.
E as estradas esperando para serem consumidas...
Qual é o teu caminho?
Qual é o meu destino?
Estou no trecho.
No trecho de uma estrada...
No trecho de uma estória.
Becitos... 

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