...ainda acredito no amor.
Não na simbologia da palavra, não no amor que trazemos de berço.
Nunca no amor por obrigação, por imposição.
Acredito no amor que surge quando estamos percorrendo o caminho da vida.
Mesmo que venha acompanhado de dor, tristeza e solidão.
Mesmo que não seja correspondido.
Mesmo o pior deles...
O amor proibido.
É como uma pedra no caminho.
Tropeçamos nele e ficam as cicatrizes das feridas causadas pela queda.
Sou do grupo dos mazoquistas...
Não sei como seria a vida sem esse nó na garganta, esse aperto no peito, essa angustia e saudade.
Despertar dia após dia com esse pensamento voando longe, buscando minha amada nas paredes das lembranças.
Saber que vou dormir sonhando com ela...
Que estamos respirando o mesmo ar.
Que estamos... bem, ela sabe meus sonhos, não preciso narrá-los aqui.
Acredito sim no amor.
Por ele, quantos minutos de angustia ante a espera...
Um telefonema, uma mensagem, ou ela propriamente dita.
"Entre por essa porta agora..."
E ela entrava.
Minutos roubados da vida mais ou menos de nós dois.
Minutos de plenitude.
Isso é amor...
Querer e assumir que quer.
Arriscar, jogar com o impossivel...
Sentir-se colonizado e gostar disso.
Ouvir musicas, comer, beber, enfim, qualquer situação desde que, juntos.
Acredito no amor...
Porque tudo isso me deixou uma saudade, uma ferida que não cura, uma vontade de reviver...
Acredito no amor...
Porque nunca consegui esquecer quem me mostrou "o lado doce da vida"...
Acredito no amor...
Porque ainda te amo...
DEZ VIDAS TIVESSE EU, DEZ VIDAS TE ESPERARIA...
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