
...fim !
Fim de domingo, madrugada de segunda.
E o sono ?
Nada...
Led Zeppelin ao fundo, uma aspirina venenosa, um café, um cigarro bastardo...
Na mente, um vazio.
As palavras gaguejam em pensamento, os dedos parecem travados.
Mas alguma coisa me faz chegar aqui, forçar os olhos, teimando em poupar as lentes do óculos, vencendo com teimosia, o torpor muscular...
Os braços estão pesados...
Licença... um gole de café, uma boa tragada.
Alguns segundo enebriado na fumaça...
Há algo para pensar nesses momentos.
Trazê-los aqui é outra estória.
A distancia não é uma palavra amiga...
A solidão, é inimiga...
O vazio causado pela ausência, é doença.
Amanhã, ou hoje, pra ser mais exato, começa tudo outra vez, e os pensamentos esparramados nas atividades, diluem um pouco mescla de ansiedade e descontentamento, amenizam a vontade...
Atos mecanicos, lembra Chapllin, em "Tempos Modernos".
O café está me tentando à outra pausa...
Mais um bastardo em direção a boca...
Meu isqueiro ?
Esta aquí...
Esta aqui na minha memória, a lembrança de cada momento.
São essas lembranças que, em certos momentos, me desconcentram, me desconsertam, desorientam.
Tanta tecnologia, e ainda dependemos de nossa mente analógica.
Quem dera, um chip cerebral.
Memoria pré definida.
Direito de excluir...
Facilidade de incluir...
Anexar imagens ao contato.
Tudo alí, organizadinho.
Não seria essa bagunça mental que fica ligando fatos à lembranças, e colocando flash's em nossa mente à todo momento.
Essa fraqueza de admitir sentimentos, não é algo bom de ter.
Fraqueza ainda maior, é ter sentimentos.
Café é bom para o cérebro....
Cigarro não!
E aspirina ?
Um cigarro faz lembrar...
O café.
Aspirina é vicio meu, não recorda nada...
Os olhos começam ficar pesados.
Os braços pesam 100 kilos cada...
Vou deitar, ficar quieto, tentar não pensar em nada que leve meus pensamentos à lugares proibidos.
Não quero relacionar mais nada...
Acabou o café.
Vou descansar a mente...
Eu digitei cama ????
Putz...
Relacionei novamente.
...é
Nenhum comentário:
Postar um comentário