
...café da manhã!
Todos os dias, quando me ponho em direção à rotina, vejo um desfile de máscaras.
Rostos perdidos, semblantes com mil formas.
Minha mente viaja nesses olhos distantes que me cercam.
Penso nos cafés da manhã de cada um deles...
Ninfetas com olhar perdido de quem sonhou a noite toda, estar ocupando a cama do amado...
Meninos com olhos fundos de imaginar a princesa em sua cama...hehe! (Já passei por isso)
Mulheres com olhar feliz, pois o amante foi tudo que ela esperava...
Mulheres com o olhar triste, por sair para a luta, deixando o "amado" dormindo, inerte, sem cumprir a promessa da noite anterior, tipo: "amanhã vou conseguir"...
Mariposas alegres, demonstrando ter achado a luz...
Homens completos, pois em casa, ficou um "lar", no sentido pleno da palavra.
Outros nem tanto, pois a preocupação é constante, com a pressão da sobrevivência.
Idosos, com olhares de contentamento, correndo ao banco para buscar a "fortuna" que lhes cabe depois de uma vida de batalha... (mesmo assim, os bingos clandestinos sobrevivem)
Alunos blasfemando mais uma manhã preso em aula...
O policial militar, retornando de uma noite, convivendo com todo tipo de problema social...
Os motoristas, apurados e mau humorados, com seus alazões de metal, querendo atropelar a paz.
De repente me pego pensando...
Qual máscara eu uso ao sair de casa ?
Nossa vida é alicerçada na rotina, porém cada dia, espelhamos nossos sentimentos de uma forma diferente...
Talvez os mais perceptíveis, consigam visualizar essa lágrima que tenho carregado no rosto.
Ou então, passo despercebido pela massa humana que me cerca.
Quiçá, tivesse eu a visão dos outros...
Não enchergaría dentro de mim, essa imagem que vejo.
O que é ligado a parte material, segue as mil maravilhas...
O problema é ter o cérebro irrigado pelo sangue bombeado por um coração ferido.
As mazélas do peito purgam e contaminam os pensamentos.
Uma engrenagem travada, causando um mau funcionamento do restante da máquina...
É, a vida afetiva está queimando óleo.
Sinto-me como uma carcaça de fusca em um chassi de formula um...
Se correr demais, perco os paralamas, as portas, os vidros...
Se andar lento, funde o motor.
Essa é a luta nesse momento.
Descobrir qual a velocidade certa para circular nessa estrada...
Talvez seja o momento de fazer um recall...
Amanhã, mais um café da manhã.
Mais máscaras para analisar.
Um dia quem sabe, eu encontre uma máscara que seja bem parecida com o meu rosto...
Uma máscara sincera comigo, e honesta para quem à vê.
Não essa farsa, cheia de farpas, mas sorridente, para contentar os que me cercam.
Não essa materialização de Tristão sem sua Izolda...
Por hora, apenas vou fazendo parte do contexto...
Aliás, "depende do contexto"...hehe
Aos que não enxergam, eu aviso...
A lágrima está ali ainda...
Um dia ela seca...
Becitos!!!
A preposição “de” é antecedente e introdutória do substantivo “repente”, logo, não há junção, fusão entre os dois termos e sim uma conexão, a fim de que haja um sentido completo. Então, a expressão usada de forma correta é separada: “de repente”.
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