
...essa faca me corta dia a dia.
Fere meus sentimentos, corta meus sonhos em pedaços.
A cada talho, flui um sangue amargo, temperado de raiva, ódio, ressentimento e dor...
Amargo pelo tempero que a vida tem colocado nele.
Raiva de mim, por não saber o limite entre os sonhos e a realidade.
Ódio por não saber como me livrar desse peso que carrego.
Ressentimento pela falta de consideração.
E dor, muita dor, pois sendo normal, sofro como qualquer um, quando perco.
Sinto, toda manhã, ao acordar,que ela está em minha garganta, pronta para agir.
Durante o dia, está espetada em meu peito, espetando a lembrança do que passou...
E toda vez que deito, volta em forma de sonhos, pensamentos, devaneios.
Sonhos que nunca irão se realizar, pois foram mau projetados, indevidamente concebidos...
Queria que, nesse momento, a vida emocional caminhasse junto com a material.
Querer é uma coisa, poder é outra...
Dia a dia, a vida me mostra que, por mais que me esforçe, tudo é em vão.
Por mais que tente ser o mínimo para mereçer, sinto que isso tem um efeito contrário, ao invéz de aproximar, afasta.
Nunca vou entender por que tem que ser assim, mas é.
Triste é saber que carreguei tanto dentro de mim, por tanto tempo, para nada, por nada...
Poucos, ou somente um (a), entenderá o teor dessas palavras...
E, pra constar, estou pouco ligando se tem um tom melancolia, se é melodramático, seja lá o que for...
É apenas como estou me sentindo.
Com uma faca desgraçada, afiada e encostada em meu pescoço...
Parece bastar um descuido, para que o sangue escorra para um bueiro infecto, para o lixo.
E talvez encontre lá, o descanço merecido...
Talvez encontre o lugar de onde nunca deveria ter saido.
Para que serve a evolução, se a cabeça está centrada em um objetivo que corre por fora dos que estão sendo atingidos ???
Para que evoluir ???
A faca vira amiga...
Não é mais algoz.
Parece ser solução.
Parece ser limite da luta em vão.
Parece ser a saida.
Tanta dor...
Tristeza...
Fim do estimulo...
Fim.
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