terça-feira, 20 de outubro de 2009

...tenho sentido um desinteresse enorme de escrever.
Quando existia apenas a ausencia, fluiam mil coisas na minha mente.
Porem, agora a ausencia é completa.
E isso deixou-me sem idéias, sem palavras e sem vontade.
Brigar, discordar, confessar, coisas que semeavam meu cérebro.
Sem isso, é uma monotonia...
Um "sem por que".
Sento aqui, olho para o teclado, viajo nas lembranças e reflito.
A memória que tenho, é proibida, censurada.
Não posso transcrever, apenas lembrar do que passou.
Tenho muitas falhas, cometi os mais variados erros, tomei as decisões mais erradas.
Mas nunca imaginei que seria penitenciado dessa forma.
Tento criar, tento ser, tento tantas coisas que não vão a lugar nenhum.
Resta acordar e respirar a monotonia.
E ter que explicar a falta de um cemblante mais alegre.
Falta voltar a sorrir com vontade.
Mas, nesse momento não tem como.
Está muito recente...
Não consigo fazer a cara que querem.
Nem diante do espelho eu consigo isso...
Não dá pra esconder a queda, pois as feridas estão purgadas ainda.
Seria como afirmar que a maçã é azul, e que o ceu é verde...
O unico calor que resta, é do sol...
E o aconchego da saudade...

"SAUDADE NÃO TEM BRAÇOS, MAS SABE APERTAR" (chimarruts)

Um comentário:

  1. Outra "sem porque"...
    "Sento aqui, olho para o teclado, viajo nas lembranças e reflito"... e acaba que a gente fecha a janela sem escrever uma só palavra.
    Um dia quando eu era uma niña, coloquei um óculos que me fazia enxergar o céu verde... bom, mas isso não vem ao caso... enfim, tbm nunca vi uma maçã azul mesmo... aff
    engraçado que esse desinteresse em escrever deu em mim também... também né, pudera, essa tal de saudade tem tantos braços quanto um polvo!

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