As vezes me pergunto, de que vale o ostracismo.
Porque esse medo de tentar recomeçar ?
Será que é por ser consciente de que existe uma fase de readaptação, todo um processo de enquadramento e a metamorfose que acontece ao iniciar um novo relacionamento ?
Não me sinto nada disposto à isso.
Carregar as lembranças de namoros, casamentos, paixões e a fins, todos carregam.
Porem carregar "aquela mulher" na lembrança, complica tudo.
Parece uma busca de um clône.
Busco nas outras, algo que me remeta à ela.
Mas, facilmente, quebram-se as perspectivas.
Ninguem é igual, e existem sim, pessoas insubstituiveis.
Dentro do vazio que sinto, tem um lugar cheio de lembranças, onde está a minha verdadeira identidade, onde existe um "eu" feliz com o pouco que tive do muito que queria.
Me deprime a idéia de que não dá mais pra reconstruir nada daquilo que passou, e saber que assim, eu tambem não posso me reerguer.
É, agora resta a esperança que surja um mais ou menos, que tenha um pouquinho de mais, pra que essa angustia deixe de ser a unica companheira de todas as horas.
Saudade vai sobrar, e pelo tempo que ela existe, acho que se perpetuou em mim.
Frustração, não posso sentir, pois eu à tive, fui muito feliz com ela.
Arrependimento existe, daquela noite perdida, daquela 6ª.
Seria mais uma lembrança linda, mais uma pagina no livro dos sonhos bons.
Agora, falta sintonia.
Resta lembrar, e sorrir nos sonhos.
E esperar um milagre.
Só isso resta.
Eu me sinto o sequelado sem a minha sequelada.
Até +...
Caraca, Emílio... quase chorei...
ResponderExcluirPoxa.. e olha que tu tás sem inspiração.
É sempre assim, não é: o pouco que tívemos x o muito que queríamos... e esse pouco é (e não é) suficiente.
É que se gosta de correr riscos mesmo, porque a fórmula era tão óbvia: sequelada.sequelado=sequela
Agora, aguenta coração...
E o que vou te falar, acho que mais de desola do que te consola, mas... acho que nem um clone, meu bem.. nem um clone...