Porque pensar que a lamina que fere, distingue de maneira diferente, tua carne da minha ?
Dói, da mesma maneira, em nós...
Fere o coração, fere a alma, fere a relação.
Não existe distinção...
Nem mesmo a maneira de empunhar a adaga, faz diferença.
Pega-la de forma sutil, ou de forma grotesca, não altera nada.
O talho irá sangrar da mesma forma...
A dor virá...
Mais uma mazela, mais uma chaga, mais uma cicatriz...
Sabes que irás me ferir, sei que irei te ferir...
E mesmo assim, seguimos armados...
Bem melhor, seria amados.
Bem melhor, seria estar melhor...
Bem melhor seria estarmos juntos.
Bem melhor, seria sem essa distancia, sem essa "lonjura"...
Mas uma adaga, impediu isso.
Essa adaga cortou o som da palavra fica...
Mas...como dizes: EU NÃO PODERIA DIZER ISSO...
E não disse...
E segue o par, degladiando-se, apesar de tanto querer...
Apesar de tantas vontades.
Apesar de tanta falta...
*LONJURA - tenho respaldo da minha redatora.
eu tenho que meter o bedelho sempre.. mas não tem jeito, Emílio.. adoooro tudo que escreves!
ResponderExcluirAlgumas observações: Primeiro, é claro, uma discordância; acredito que pegar a adaga de maneira sutil ou pegá-la de maneira grotesca é que faça toda a diferença [não na dor, mas no depois]
Te pergunto:
E quando acabar a munição?
E quando esse exército de um homem só estiver exausto de tanto lutar?
E se um dia a "lonjura" findar, vai haver o tiro de misericórdia, vai haver paz ou haverá uma nova guerra?
Um xero procê!
...é Vivi, essa duvida tambem tenho.
ResponderExcluirSerá que saberiamos desfrutar momentos perenes?
Ou continuariamos armados, pela experiencia, pelo vicio de combater?
Transformamos a vida em um cenário de lutas, e nesse contexto, vencidos ou vencedores, sofremos...
Oque importa, é viver...
Dor é dor...
ResponderExcluirseja para os pobres ou para os ricos,
grandes ou pequenos,
bonitos ou feios...
dor é dor em qualquer um de nós!
...é Silvana.
ResponderExcluirDistinção não existe...
A ploriferação das paixões abaladas...
Modismo do século XXI ?
Não, né ???
Sofrer a dor de amar é anacrônico...
Herança... amarga herança !!!